A prática da vivência da fé do leigo cristão católico no mundo secular

A prática da vivência da fé do leigo cristão católico no mundo secular

 

O secularismo hoje é, talvez, a forma mais frequente de como se apresenta a persistente difusão do indiferentismo religioso e do ateísmo, dentre as suas mais variadas expressões de disseminação. Envolto pelas conquistas prodigiosas de um progresso científico-técnico e, sobretudo, fascinado pela mais antiga e sempre nova tentação de querer se tornar como Deus (cf. Gn 3,5), através do uso de uma liberdade sem limites, o homem corta as raízes religiosas que mergulham no seu coração: “esquece-se de Deus, considera-O vazio de significado para a sua existência, recusa-O, prostrando-se em adoração diante dos mais diversos ídolos” (Christifideles laici, 4).

É verdadeiramente grave o fenômeno do secularismo, pois ele não atinge apenas os indivíduos, mas, de certa forma, comunidades inteiras, como já observava o Concílio Vaticano II: “Multidões cada vez maiores praticamente se separam da religião”.

Não podemos confundir secularismo, que considera Deus como intruso ou desnecessário para a vida humana, com a secularidade que valoriza positivamente as conquistas humanas e a liberdade religiosa.

É o Papa São João Paulo II que nos fala, na Exortação Apostólica Pós-sinodal (Christifideles laici), sobre vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, a respeito da coragem que deve ter o homem de encarar as dúvidas existenciais, do viver e as escatológicas (dos últimos tempos): “A consciência de cada homem, quando tem a coragem de encarar as interrogações mais sérias da existência humana, especialmente a do sentido do viver, do sofrer e do morrer, não pode deixar de fazer sua a palavra de verdade que Santo Agostinho disse: ‘Nos criaste para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós’. O mesmo mundo de hoje também o atesta, manifestando de formas cada vez mais amplas e vivas, a abertura para uma visão espiritual e transcendente da vida, o despertar da procura religiosa, o regresso ao sentido do sagrado e à oração, a exigência de liberdade na invocação do Nome do Senhor”.

O testemunho de fé do leigo católico no ambiente de trabalho profissional pode se traduzir em ação evangelizadora, quando bem planejada, resultando também em melhoria nas relações pessoais do grupo de profissionais, vindo ao encontro da “inteligência emocional” (definida como: a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos), pois não adianta ser só um bom profissional ou colega de trabalho, é necessário também saber se relacionar emocionalmente.

O leigo cristão deve ter sempre em mente que: “a vivência da fé desperta no outro o desejo de viver melhor”.

 

J.C. Felamingo

Conselho de Leigos- www.facebook.com/conselhodeleigos

Arquidiocese de Sorocaba

 

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