Os leigos e leigas na Igreja

Os leigos e leigas na Igreja

Não é um exagero dizer que toda a existência do fiel cristão leigo e leiga tem por finalidade levá-lo a descobrir a radical novidade cristã que decorre do Batismo, sacramento da fé, a fim de poder viver as suas exigências segundo a vocação que recebeu de Deus.

Para descrever a “figura” do fiel cristão leigo, consideremos de forma explícita, entre outros, estes três aspectos fundamentais: 1º “O Batismo nos regenera para a vida dos filhos de Deus, 2º une-nos a Jesus Cristo e ao Seu Corpo que é a Igreja e 3º unge-nos no Espírito Santo, constituindo-nos templos espirituais”.

Na Exortação Apostólica Pós-sinodal Christifideles laici, do Papa São João Paulo II, podemos ler que “desdobra-se para o cristão batizado um novo aspecto da graça e da dignidade batismal: os fiéis leigos participam, por sua vez, no tríplice múnus – sacerdotal, profético e real – de Jesus Cristo”. Na mesma exortação apostólica e no mesmo parágrafo, ainda podemos ler que: “Os fiéis leigos participam no múnus sacerdotal pelo qual Jesus se ofereceu a Si mesmo sobre a Cruz e continuamente Se oferece na celebração da Eucaristia para glória do Pai e pela salvação da humanidade. Incorporados em Cristo Jesus, os batizados unem-se a Ele e ao Seu sacrifício, na oferta de si mesmos e de todas as suas atividades” (cf. Rm 12,1-2).

A participação no múnus profético de Cristo, habilita e empenha os fiéis leigos a aceitar, na fé, o Evangelho e anunciá-lo com palavras e com obras, sem medo de denunciar corajosamente o mal.  Unidos a Cristo, o “grande profeta” (Lc 7,16), e constituídas testemunhas, no Espírito de Cristo ressuscitado, os fiéis leigos tornam-se participantes do sentido de fé sobrenatural da Igreja. Os fiéis são chamados a fazer brilhar a novidade e a força do Evangelho na sua vida quotidiana, familiar e social, e a manifestar, com paciência e coragem, nas contradições da época presente, a sua esperança na glória, “também por meio das estruturas da vida secular” (Christifideles laici, 10).

Os leigos participam do múnus real e por Cristo são chamados para o serviço do Reino de Deus e para a sua difusão na história, através da pertença a Ele, Senhor e Rei do universo. Vivem a realeza cristã, sobretudo no combate espiritual, para vencerem dentro de si próprios o reino do pecado (cf. Rm 6,12) e, depois, mediante esse múnus servirem, na caridade e na justiça, o próprio Jesus presente em todos os seus irmãos, sobretudo nos mais pequeninos (cf. Mt 25,40).

A participação dos fiéis leigos no tríplice múnus de Cristo Sacerdote, Profeta e Rei encontra a sua raiz na unção do Batismo, o seu desenvolvimento na Confirmação e a sua perfeição e sustento eficaz na Eucaristia. Os fiéis participam no tríplice múnus de Cristo “enquanto membros da Igreja”, como claramente ensina o apóstolo Pedro, que define os batizados como raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo que Deus adquiriu (1Pd 2,9).

J.C. Felamingo – Conselho de Leigos

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